segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Do começo ao ponto final
Eu andei me perguntando esses dias o quanto do hype em torno do filme "Do começo ao fim" é fruto da nossa bolha? O filme está criando algum comentário fora do meio gay? Ele sequer está sendo anunciado fora dos portais, blogs, boates e mídias gays em geral? Tem pouco tempo que o Fábio Assunção deu uma entrevista no Fantástico sobre seu vício em drogas e não falou uma linha sobre o filme. Os amigos que já viram o filme não foram lá muito gentis nas críticas, o que também não deve colaborar com a divulgação. Mas aí está um cartaz na traseira de um ônibus no Centro do Rio para provar que alguma coisa estão investindo para divulgar o filme fora do nicho gay. Mas algo me diz que esse filme vai passar lotado pela crítica.
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domingo, 22 de novembro de 2009
Retorno
Estou antecipando minha volta para o Rio. Uma irmã do meu avô faleceu e mesmo eu não sendo lá muito próximo a ela, não tem muito clima para eu ficar aqui de farra enquanto minha família fica de luto no Rio. Vou voltar e ficar junto do meu avô que também não tem muita saúde para ter essas tristezas.
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(Re)pensamento do dia
22 de novembro de 1963. O dia que Aldous Huxley morreu (e C. S. Lewis e John Kennedy também).
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sábado, 21 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Ponte aérea
É incrível. Basta fazer sol em véspera de feriado para todos os cariocas resolverem ir para a Região dos Lagos. TODO MUNDO, sem exceção, se enfia naquele inferno de Ponte já à partir das 15h da véspera para passar 3 dias na casa de praia em
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Pont neuf
O Rio vai ganhar 2 estações de metrô. O povo da General Osório finalmente vai poder ir à Pavuna sem precisar fazer a baldeação no Estácio. Ok, a ligação na verdade vai partir de Botafogo, mas whatever. Além das obras no subsolo, a paisagem da Leopoldina também está mudando com a construção de uma ponte ligando a estação São Cristóvão à nova estação Cidade Nova. Legal e tal, mas... quanta probreza de espírito arquitetônico nessa ponte, não é? Parece a "ponte do Engenhão". Eu ia adorar uma "ponte pregador de roupa" igual a de São Paulo.
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Catalão
Hoje é o 1º de dois shows que o Depeche Mode faz em Barcelona, no Palau Sant Jordi, que possivelmente serão eternizados no DVD desta "turnê do universo". Isso me faz lembrar como Barcelona é charmosa até no idioma. Catalão é foférrimo! Eu não me arrisquei a falar, mas achava um tesão ouvir e ler. Parece uma mistura de francês com espanhol (que aliás, você apanha se não chamar de castellano por lá). Onde mais você encontra ruas com nomes que fazem dobrar a língua, mas ao mesmo tempo soam familiares aos nossos ouvidos latinos como Passeig de Gràcia e Gran Via de les Corts Catalanes? Onde mais a gente pode pegar um metrô e descer na estação Sant Pau?
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Lei anti-fumo
O decreto municipal que proibia o fumo em lugares fechados de forma mais radical já caiu. A lei estadual anti-fumo entrou em vigor ontem, mas o Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio) já fisgou uma liminar para não se submeter à nova lei. Poxa, será que ninguém pensa nos fumantes passivos? O Adão pensa.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Fragile tension
Achei o clipe levemente poético (James Bond meets 2001) e bem representativo da atmosfera analógica da música e do álbum. Bem melhor que aquele clipe hediondo de "Hole to feed". Gostou da música e quer um remix bem rebolativo do Laidback Luke? Clique aqui.
Ah, e um segredo. Essa música tem sido o meu ringtone pelos últimos 3 meses.
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Festa de Natal
Os Pet Shop Boys não descansam. A turnê deles ainda não acabou, mas tem coisa nova vindo por aí e sempre com a marca registrada da banda que são títulos de um nome só. O primeiro é um E.P. de Natal chamado "Christmas" que só tem 5 músicas. "It doesn’t often snow at Christmas" é uma regravação de uma faixa que eles lançaram em 1997 só para o fã-clube. "All over the world" é a mesma faixa do "Yes", mas também com arranjos novos. Essas duas foram produzidas por Marius de Vries. "My Girl" é um cover, mas se você pensou na música dos Temptations, errou. É um cover desta música do Madness e aparece em 2 versões. Para completar, ainda tem uma versão de estúdio do medley "Viva la vida/Domino Dancing" que eles andam tocando nos shows da Pandemonium Tour e produzida pelo midas Stuart Price. Eu não sou muito fã de "Viva la vida", mas a música ficou bem mais tolerável na voz do Neil e sem aqueles arranjos barroco-pop-farofa do Coldplay.Christmas: 1. It doesn't often snow at Christmas (new version) - 2. My girl - 3. All over the world (new version) - 4. Viva la vida/Domino dancing - 5. My girl (our house mix)
Infelizmente, esse EP aí de cima não deve sair no Brasil, mas em compensação, a gravadora está lançando "Party" exclusivamente por aqui. É uma coletânea levemente diferente do usual que mistura alguns remixes raros que jamais foram lançados por aqui antes, especialmente aquelas deliciosas extended versions que já não se fazem mais hoje em dia. Mas lá pela metade do CD, ele vira um "best of" meio previsível previsível como qualquer outro e ainda fecha com o tema da novela da 8, só para capitalizar no sucesso da trilha sonora. Não vou dizer que é dispensável, mas em tempos de downloads, podiam ter caprichado melhor numa seleção com mais raridades. É capaz que venda mais para fãs colecionadores na Europa do que para o mercado doméstico.Party: 1. West End Girls (10'' Mix) - 2. Love Comes Quickly - 3. Paninaro (7'' Mix) - 4. It's A Sin (Disco Mix) - 5. What Have I Done To Deserve This? - 6. Always On My Mind (Extended Dance Version) - 7. Domino Dancing - 8. It's Alright (7'' Version) - 9. Being Boring - 10. Go West - 11. Before (Single Edit) - 12. New York City Boy - 13. Home And Dry (Radio Edit) - 14. Minimal (Radio Edit) - 15. Love etc. - 16. King of Rome
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Polêmica@twitter
Que eu sou opositor da famigerada "Lei Seca", isso não é novidade. Já falei (mal) dela aqui. O que caiu nas garras da imprensa agora foi o "Twitter da Lei Seca", ou melhor, @LeiSecaRJ, uma conta colaborativa no Twitter, organizada pelo publicitário Eduardo Trevisan, destinada a divulgar informações sobre as Blitzen da Operação Lei Seca, ou #BOLS, como o assunto é indexado no Twitter.Já teve até autoridade chamando eles de "amigos da morte". Exagero e até um pouco irresponsável, já que é um comentário que atenta contra uma garantia constitucional vindo de uma figura pública. A conta do LeiSecaRJ está dentro da liberdade de expressão e comunicação. Além do mais, foi-se o tempo que esse tipo de operação era secreta, já que os ato da adminsitração tem que ser públicos. Acabou-se o tempo do guarda multando escondido atrás do outdoor na estrada ou daquele radar sem sinalização. As autoridades parecem se esquecer que todos esses mecanismos de repressão às infrações de trânsito tem que ter finalidade educativa em primeiro lugar. As pessoas tem sim o direito de saber a localização de cada radar, ainda que isso signifique que elas só vão obedecer o limite de velocidade quando chegarem perto de um. Melhor do que elas continuarem sendo multadas sem saber o limite. Multa é sempre sinônimo de que algo falhou. Tem que se almejar o ideal de nunca mais haver multas. Na mesma linha, não tem nada de ilegal em divulgar que uma Blitz está ocorrendo num determinado lugar usando os meios disponíveis hoje em dia para que qualquer um evite, se quiser. Eu já falei isso antes. A "lei seca" não reduziu nada. O mesmo empenho em fiscalizar motoristas alcoolizados pelo limite antigo de álcool no sangue traria os mesmos resultados.
Antes e depois - Alison Moyet
(Inspirado nos posts "Como era, como ficou" do Glamaddict)
Nome: Alison Moyet

Depois:

Foi coscarque ou Tak500?
Nome: Alison Moyet
Profissão: Cantora de blues, ficou famosa como a voz do Yazoo no início dos anos 80. Sempre foi meio cheiinha até a turnê de reunião do Yazoo ano passado.
Antes:
Depois:

Foi coscarque ou Tak500?
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(Re)pensamento do dia
Well, it's too late baby. Now it's too late...
"I'm the ghost in your house
Calling your name
My memory lingers
You'll never be the same
I'm the hole in your heart
I'm the stain in your bed
The phantom in your fingers
The voices in your head
One touch is all it took
To draw you in
To leave you hooked
One kiss, you paid the price
You had a taste
Of paradise
Now you're running in circles
Chasing imaginary footsteps
Reaching for shadows
In the bed where I once slept
One thought is all it takes
You lose control
You make mistakes
This pain will never leave
Until I die
You'll always grieve
Now you're falling to pieces
Seeing my face wherever you go
Talking to strangers
From a place they'll never know"
(depois deles, claro)
"I'm the ghost in your house
Calling your name
My memory lingers
You'll never be the same
I'm the hole in your heart
I'm the stain in your bed
The phantom in your fingers
The voices in your head
One touch is all it took
To draw you in
To leave you hooked
One kiss, you paid the price
You had a taste
Of paradise
Now you're running in circles
Chasing imaginary footsteps
Reaching for shadows
In the bed where I once slept
One thought is all it takes
You lose control
You make mistakes
This pain will never leave
Until I die
You'll always grieve
Now you're falling to pieces
Seeing my face wherever you go
Talking to strangers
From a place they'll never know"
(depois deles, claro)
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
O 25 de Agosto chorou de emoção
Depois do bafafá com o prefeito-matador Zito, a Parada Gay de Duque de Caxias transcorreu tranquilamente no domingo. Meus leitores-fontes me relataram que foi um sucesso de público, mas que os duquecaxienses ainda são muito recatados. Até mesmo numa parada do orgulho LGBT casais de mãos dadas ou trocando beijos em público era cena rara.Se dessa vez a prefeitura não impediu a parada, foi o Judiciário fluminense quem me decepcionou. A exemplo do que aconteceu este ano em Belém, a vara da infância e da juventude de Caxias proibiu a presença de crianças e adolescentes no evento alegando que eles deveriam ser poupados de assistir cenas erotizadas impróprias. Eu ia fazer um mea culpa, dizendo que, apesar de defender que as crianças devam ter contato com a diversidade desde cedo, realmente sobra festa e nudez, enquanto falta manifestação propriamente dita nas nossas paradas. Mas quer saber? No dia em que proibirem crianças e adolescentes nos blocos de carnaval, aí eu concordo. Isso sem contar o absurdo que é proibir a presença de qualquer um que seja numa evento que acontece a céu aberto, no meio da principal avenida da cidade. Se uma criança estiver passando por ali e quiser atravessar a rua, ela tem que dar meia volta? Uma criança que more ali não pode sair na rua e tem que ficar em casa? Mas ela pode assistir da janela? Não dá no mesmo? Dizem que esse é o problema das decisões judiciais absurdas: elas geram efeitos igualmente imbecis.
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Dublinenses
Quanta ingratidão! O U2 está sendo multado multado em US$ 52 mil pela prefeitura de Dublin por causa de reclamações relacionadas a barulho excessivo nos shows que a banda fez por lá em julho desse ano. E não foi só isso não. Os conterrâneos também reclamaram da demora para desmontar o palco monstruoso, que teria causado diversos transtornos aos moradores da região próxima ao show. Quanto carinho da sua cidade natal, não é mesmo (NOT)? História digna de um conto de James Joyce.
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Dom Hélder Serra
Acho que não existe brasileiro mais "desomenageado" do que dom Hélder Câmara. Quando ele morreu, rebatizaram a av. Suburbana com o seu nome. Acontece que o nome do arcebispo jamais pegou. Até hoje, muita gente, eu inclusive, chama a avenida pelo antigo nome em parte por preguiça, em parte pela falta de identidade com o trabalho do religioso. Mas o maior opostor da mudança é a Igreja Universal do Reino de Deus que tem ali a sua sede interplanetária e até hoje divulga o endereço com o nome antigo, já que o bispo da Universal não vai dar ibope para o bispo católico. Isso, é claro, sem contar que é uma avenida feia, esburacada e perigosa.A mais recente "desomenagem" veio na forma do pôster da Feira da Providência. Ziraldo, que sempre foi o responsável pela arte em quase 50 anos da feira, bem que podia ter poupado de desenhar dom Hélder à imagem e semelhança do governador de São Paulo, José Serra.

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domingo, 15 de novembro de 2009
Sexo, drogas e rock n' roll
Fui ver "Aconteceu em Woodstock" e tive uma agradável surpresa. O filme é tudo que eu esperava e mais. Infelizmente, acho que essa temporada ainda terá filmes melhores (como o aguardado "Nine") para dizer que ele merece o Oscar, mas coitadinho do Ang Lee. Acho que ele merece, pelo menos, uma indicação por este filme. O filme é uma comédia sobre Elliot Tiber , o garoto que salva o hotel falido dos pais hospedando ninguém menos que toda a equipe do festival de Woodstock em 1969, banida de realizar o evento numa cidade vizinha.O elenco está perfeito. Liev Schreiber rouba todas as cenas em que aparece como a travesti-leão-de-chácara Vilma. Eu pensei que o filme não fosse tocar na homossexualidade do personagem principal, mas que nada. Estamos falando do direitor de Brokeback Mountain, não é mesmo? Ele ainda realiza uma das fantasias de muitos gays por aí que é catar um peão de obra daqueles bem rústicos. Mas o filme não se limita a isso, nem às várias ohanas que aparecem em tela. É sobre como ele salvou a propriedade da família e ainda acabou sendo uma das peças principais do evento que foi o auge de um dos movimentos que transformaram a cultura do século XX.
Quando ele experimenta LSD com um casal de hippies, eu ri tanto no cinema que parecia que eu é quem tinha tomado ácido. Mas apesar das tiradas cômicas, na cena final eu estava com lágrimas escorrendo pelos olhos. Será que a idade está me deixando muito sensível para chorar até em comédia? Acho que não. É que o filme tem uma trama paralela com uma história belíssima: a busca da liberdade e felicidade pessoal. Saí do cinema com a sensação de que esse é mais um daqueles filmes que todo mundo tinha que ver.
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